Como o marketing foi (finalmente) conquistado pela Copa do Mundo Feminina

By julho 5, 2019Blog
Marta was a six-time winner of the Fédération Internationale de Football Association (FIFA) World Player of the Year award.

No meio da discussão cada vez mais intensa sobre igualdade de gênero, machismo e empoderamento feminino pelo mundo, a Copa do Mundo Feminina da FIFA viu sua cobertura e público aumentarem em 2019. O evento esportivo, comumente vista como “inferior” à versão masculina, entrou na briga por mais valorização e teve cobertura extensa na mídia, com os jogos da Seleção exibidos pela TV Globo pela primeira vez.

Com a exigência do público feminino para que o evento tivesse o mesmo prestígio que o masculino e o consequente aumento de cobertura, marcas aproveitaram a discussão para se colocarem no radar e levantaram discussões de gênero em seus próprios comerciais. As jogadoras brasileiras encabeçaram anúncios que criticavam a falta de patrocínio e representatividade feminina nos anunciantes – já que durante a Copa do Mundo Masculina de 2018, os jogadores monopolizaram os comerciais.

Nessa causa, a Guaraná Antártica, muito criticada pela falta de apoio a modalidade feminina, já que é patrocinadora oficial da Seleção, fez um mea culpa e lançou a ação “É Coisa Nossa”, chamando outras marcas a darem visibilidade ao futebol feminino numa tentativa de igualdade de gênero nos eventos esportivos.

Jogadoras de futebol em campanha da Guaraná Antártica

Do outro lado, as protagonistas da Copa do Mundo Feminina – as jogadoras – também aproveitaram o aumento de atenção para apoiar e levar os holofotes para causas importantes, como a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

A jogadora brasileira Marta comemorou o gol feito na partida contra a Austrália apontando para sua chuteira com as cores azul e rosa, sem logo de marca esportiva. O calçado é símbolo da ação Go Equal, criada pela ONU Mulheres, que busca promover equidade salarial, da qual a camisa 10 atua como embaixadora global.

Marta apontando para a sua chuteira

No mundo do futebol, as jogadoras femininas recebem patrocínio inferior ao que as marcas pagam aos jogadores de times masculinos. A Adidas, patrocinadora oficial da FIFA, deu um passo concreto na diferença de valores entre gêneros e decidiu igualar o prêmio oferecido ao torneio feminino ao valor dado aos times masculinos.

A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2019 cutucou ainda mais em relação à representatividade e igualdade de gênero e conseguiu pequenas vitórias que não devem continuar somente daqui 4 anos. Nas ruas, os bares decorados com programação durante os jogos do Brasil e as empresas que permitiram dispensa assim como ocorre durante os jogos masculinos mostram a força e início de mudança.

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